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A Instituição de Educação Infantil, o Psicopedagogo e a Família Frente ao Processo de Adaptação da Criança à Escola

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Conforme a LDB (1996), é necessário reorganizar o espaço, os materiais e o tempo na Educação Infantil. O espaço físico da instituição infantil deve ser aconchegante, acolhedor e seguro e ao mesmo tempo promotor de aprendizagem adequada à faixa etária; o tempo deve ser flexível respeitando os ritmos individuais de cada criança considerando as características e as necessidades dos diversos momentos de formação da mesma. E assim obter resultados na adaptação da criança (OLIVEIRA E ARAÚJO, 2009).

Para falar sobre adaptação escolar é de grande importância destacar as duas instituições fundamentais na vida da criança: a instituição família e a instituição escola (GEMA, 2007).

Historicamente, a família tem sido considerada o ambiente ideal para o desenvolvimento e a educação de crianças pequenas. Essa é a posição de alguns sistemas educacionais, que sustentam que a responsabilidade da educação dos filhos, particularmente quando pequenos, é da família, e assumem um papel de mero substitutos delas, repetindo as metas embutidas nas práticas familiares. Se assim ocorrer o profissional de psicopedagogia da instituição será um parceiro com a família para ajudar a pensar sobre seu próprio filho e a se fortalecer como recurso privilegiado do desenvolvimento infantil (RAMOS, 2007).

O psicopedagogo não tem um papel terapêutico em relação à criança e sua família, mas o de conhecer a criança, de consultor, apoiador dos pais, um especialista que não compete com o papel deles. Os profissionais de psicopedagogia devem possuir habilidades para lidar com as ansiedades da família e partilhar decisões e ações com ela. (PORTO, 2007).

Um passo inicial de trabalho integrado pode se dar no período de adaptação e acolhimento das crianças, competindo ao psicopedagogo organizar- se com toda equipe da instituição para acolher a criança e sua família na creche ou pré -escola de modo que diminua a insegurança e a ansiedade familiar neste momento; as quais influem na criança, prejudicando sua inserção na instituição. Ele deve dar oportunidade para os pais explicarem por que buscam a escola, visto que todos têm um interesse comum: a criança (BOSSA, 2008).

A relação familiar, na sociedade atual, tem se tornado cada vez mais frágil e superficial, o trabalho e outras atividades têm consumido o tempo dos pais que se veem impossibilitados de educar seus filhos, atribuindo (erroneamente) este papel à escola e a outras pessoas. A correria do dia a dia acaba provocando a transferência de responsabilidades que seriam dos pais para outras pessoas e instituições como a escola. (SILVA, 2005).

Segundo Rappaport (2010), é válido destacar que as instituições de educação infantil através de algumas leis conquistadas ao longo dos anos, vêm adquirindo espaço entre as formas de atenção à criança de zero a seis anos, passando a ser uma opção viável para os pais e, juntamente com a família, constitui-se como um dos principais contextos do desenvolvimento dessas crianças. A escola e a família são entidades que influenciam no desenvolvimento e evolução das pessoas. (POLONIA E DESSEN, 2005).

No período referente à entrada na educação infantil, a escola e as famílias precisam criar estratégias de adaptação e flexibilidade frente às adversidades, e esta fase pode ser percebida como crítica, ou de transição, em que as tarefas das famílias se modificam.

De acordo com Andrade ( 2010), a união família/escola gera benefícios em relação não só ao processo ensino-aprendizagem, mais também na troca de informações acerca do desenvolvimento da criança na escola. Neste pensamento, para a família é de extrema importância estar atuante e atenta ao processo de adaptação da criança requerendo da equipe uma atenção diferenciada, tornando a criança mais assistida. 

Referências:

ANDRADE, Lucimary Bernabé Pedrosa de. Educação Infantil: discurso, legislação e práticas institucionais. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010.

GEMA, Paniagua. Educação Infantil: resposta educativa a diversidade, JesúsPalicios: Tradução Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2007.

BOSSA, N. A. A. A psicopedagogia no Brasil. Contribuições a partir da prática. 2. Ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.

POLONIA, A. C.; DESSEN, M. A. Em busca de uma compreensão das relações entre família e escola. Psicologia Escolar e Educacional, 2005.

PORTO, O. Psicopedagogia Institucional. In: - Psicologia Institucional: Teoria, Prática e Assessoramento Psicopedagogico. Rio de Janeiro: Wak, 2007.

RAPPAPORT, Andrea, PICCINI, Cesar Augusto. O ingresso adaptação de bebês ecrianças pequenas à creche: alguns aspectos críticos. Psicologia Reflexões e Críticas. Vol.14, n1. Porto Alegre, 2010.

RAMOS, G. P. Psicopedagogia: aparando aresta pela História.VIDYA, Santa Maria, v. 27 n. 1, p. 9- 29, jan. a jun., 2007. Disponivel em ,<http: sites, unifro. br – artigos, vol.1 pdf.

OLIVEIRA, C. B. E; ARAÚJO, C. M. M. Psicologia Escolar: cenários atuais. Brasília, DF. 2009. Disponível < w.w.w.revispsi.uerj.br/v9n3/artigos/pdf 
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