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Histórico da Psicopedagogia e a Atuação do Psicopedagogo Escolar em Frente a Adaptação da Criança à Educação Infantil

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Segundo Almeida (2010), a psicopedagogia surgiu na Europa ainda no século XIX, através da junção de ciências como a Psicologia e a Medicina e tinha como objetivo a reabilitação de crianças com baixo desempenho escolar.

Conforme Barbosa ( 2006), a psicopedagogia nasceu no Brasil, no final da década de 70 e início da década de 80. Seu surgimento veio, não mais como uma especialidade a se incorporar a tantas outras dentro da escola, mas como uma especialidade que tinha como objeto de estudo a aprendizagem e, posteriormente, o ser que aprende, de caráter interdisciplinar, que objetivava somar com a escola, considerando a sua realidade.

A formação em psicopedagogia ocorre em níveis de graduação, pós- graduação lato sensu e strito sensu - mestrado profissional, (ECKE, 2010 ).

Historicamente, a psicopedagogia foi reconhecida por sua intervenção clínica em relação às dificuldades de aprendizagem nos consultórios psicopedagógicos. Atualmente, porém, observa- se um grande crescimento da ação do psicopedagogo nas escolas, sobretudo em uma ação preventiva e institucional.

De acordo com Porto (2007) a atuação do psicopedagogo está centrada na prevenção do fracasso e das dificuldades escolares, não só do aluno como também dos educadores e demais envolvido neste processo. Através da observação e a escuta, o psicopedagogo pode propor alterações nas posturas das famílias, e mais diretamente, dos profissionais que atuam com os alunos.

Nas palavras de Fagali e Vale (2003), a psicopedagogia, na atualidade, vai além das pesquisas relacionadas somente aos problemas de aprendizagem. Os estudos caminham na direção de duas vertentes para a psicopedagogia: a curativa ou terapêutica e a preventiva.

A psicopedagogia curativa ou terapêutica tem como objetivo reintegrar o processo de construção de conhecimento de uma criança que apresenta problemas de aprendizagem. A preventiva tem como meta refletir e desenvolver projetos pedagógicos educacionais, enriquecendo os procedimentos em sala de aula, as avaliações e panejamentos na educação sistemática ( FAGALI; VALE, 2003).

De acordo com Farias (2011) a literatura tem-nos apontado que o trabalho psicopedagógico desenvolvido em instituições educativas de educação infantil tem como marca o aspecto preventivo. O psicopedagogo tem a possibilidade de direcionar seu trabalho para a formação continuada do educador, com o objetivo de promover a sua aprendizagem, e consequentemente, a aprendizagem de seus alunos.

A partir dessa reflexão, concorda- se com Farias (2011) ao afirmar que, desta forma, a busca de alternativas para a formação dos educadores de creches e pré-escolar é a tarefa mais importante do psicopedagogo preocupado com o caráter preventivo de sua prática nessa instituição. Investigar, analisar e pôr em prática novas propostas para uma formação de educadores que os habilite a estabelecer relações mais maduras e consciente com as crianças e com a equipe escolar, apresenta-se então, como um dos mais fortes desafios aos pedagogos comprometidos com a educação infantil em instituições.

Em conformidade com os estudos apresentados, Porto (2007) descreve que o trabalho psicopedagógico institucional pode possibilitar a construção da autonomia do professor, de repensar a sua postura diante da ação pedagógica e do desenvolvimento da autoria de pensamento desse profissional.

Ao se levar em consideração os dados acima, Miranda (2010) aponta que para entender a realização de um trabalho psicopedagógico, é necessário que psicopedagogo esteja inteirado das pesquisas que fazem referências ao pensamento da criança de como interage com o meio a sua volta e de que maneira constrói e aprende saberes.

Referências:

ALMEIDA, Isabella Santos de. A importância de um psicopedagogo em uma Instituição de Ensino. Rio de Janeiro: Cultura Acadêmica, 2010.

BARBOSA, Laura Monte Serrat. Psicopedagogia: um diálogo entre a psicologia e a educação. 2. Ed. Rev. E ampl. Curitiba: Bolsa Nacional do Livro, 2006.

ECKE, M.B. Influência das práticas educativas maternais no processo de adaptação dos filhos na educação infantil. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Psicologia. Porto Alegre, 2010.

FAGALI, E. Q ; VALE, Z. D. R. Psicopedagogia Institucional aplicada: aprendizagem escolar dinâmica e Construção na sala de aula. 8.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.

FARIAS, P. A. Uma proposta de atuação psicopedagógico escolar em educação infantil- São Paulo. 2011.

MIRANDA, M. I. Problemas de aprendizagem e intervenção escolar. São Paulo: Cortez, 2008.

PORTO, O. Psicopedagogia Institucional. In: - Psicologia Institucional: Teoria, Prática e Assessoramento Psicopedagógico. Rio de Janeiro: Wak, 2007.

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