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Você Sabe o Que São Ganhos Secundários?

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As pessoas costumam se perguntar: "Por que essa pessoa não sai dessa condição que a faz sofrer?". Muitas vezes não se considera os ganhos secundários que existem a partir de cada condição. Ganhos secundários são benefícios que se tem a partir de prejuízos. Vamos exemplificar !

Imagine que uma pessoa tem pouquíssimo controle sobre sua raiva, e por causa disso ela tem muito poder por conta do medo que as pessoas sentem dela. O prejuízo é o sentimento de raiva que não faz bem para o seu organismo e o benefício é o respeito por conta do medo que sentem dela. Além disso, muitas vezes essa pessoa pode ser poupada de lidar com assuntos mais burocráticos por conta de suas "explosões" de raiva.

Por isso torna-se necessário entender o contexto em geral para que se aplique alguma intervenção, identificar os ganhos secundários que o cliente tem por estar naquela situação. Pois não se pode tirar um suporte (os ganhos secundários) sem facilitar a construção de outro (que seria habilidades para se desenvolver sem precisar de pequenos ganhos a partir de situações desagradáveis).

Os ganhos secundários não são saudáveis em geral, porém existem casos possíveis de diagnosticar como no caso da Síndrome de Munchausen. A Síndrome se caracteriza pela criação de sintomas de forma recorrente que resultam em atenção médica e familiar. Então temos os prejuízos dos sintomas que acabam por existir de fato e os benefícios da atenção médica e familiar. Essa é uma das facetas mais complicadas de lidar em intervenções psicoterapêuticas que focalizem um ajustamento criativo à síndrome.

É importante facilitar a conscientização do cliente quanto aos ganhos secundários que derivam do sofrimento, objetivando criar uma base de apoio para que ele não necessite de pequenos ganhos e possa ter muito mais bem-estar explorando suas possibilidades mais criativas de ajustar-se ao mundo.

Os ganhos secundários transitam entre o funcionamento psíquico e o somático, por isso merecem uma atenção especial. As pesquisas na área ainda são muito escassas, principalmente quanto ao histórico que pode ter de similar em clientes demasiadamente adeptos aos ganhos secundários. Por isso sugere-se que as pesquisas na área sejam ampliadas e os terapeutas que já possuem uma experiência em casos do tipo publiquem o seu caso de forma rigorosa e objetiva com o fim de facilitar a compreensão da relação do psíquico e somático e seus efeitos secundários.

Referência:

Quartilho, M. J. (2016). O processo de somatização: conceitos, avaliação e tratamento.  Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.

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