Inconsciente

Inconsciente

O inconsciente freudiano pode ser visto e entendido sob cinco aspectos: o inconsciente descritivo que envolve as manifestações observáveis deste seja através dos atos falhos, esquecimentos, sonhos, etc...; sob um ponto de vista sistemático aborda-se a estrutura de rede de representações; do ponto de vista dinâmico, as noções de pulsão e recalcamento são importantes, os produtos são os sintomas neuróticos; do ponto de vista econômico os representantes da pulsão são as fantasias, ou comportamentos afetivos e escolhas ligadas a ela; do ponto de vista ético, o inconsciente é o desejo.

 

Freud demarca o inconsciente opondo-o ao consciente no Capítulo VII da “Traundeutung” declarando que a interpretação dos sonhos é a via real que leva ao conhecimento das atividades inconscientes da mente e estudo da neurose. (Freud, 2006). É na interpretação dos sonhos que ocorre a divisão entre os sistemas (consciente, pré-consciente e inconsciente). Freud afirma que as modificações que os sonhos são submetidos parecem arbitrários, a um leigo, porém ao psicanalista é o marco de delimitação de que tudo na vida mental é determinado, o inconsciente é, como diz Jacques Lacan, estruturado como uma linguagem (Lacan, 1953/1998).

 

De acordo com esta interpretação, a virada lacaniana consiste na consideração de que o inconsciente lacaniano é o isso freudiano, não é à toa que Lacan afirma que o modelo do inconsciente é isso fala. Estão de acordo quanto ao surgimento do inconsciente Lacan de que o ingresso no universo simbólico é momento de constituição do inconsciente. Aqui o processo de recalcamento exerce importância vital. Em síntese, Freud expõe as características de inconsciente: A isenção de contradição mútua; O processo primário (habilidade dos investimentos libidinais); A atemporalidade; Substituição de realidade externa pela realidade psíquica.

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